Terça-feira, Agosto 03, 2004

Segunda-feira, Julho 19, 2004

... esta noite, foi noite de insónia. Há dias dizia-me uma amiga: "como é possível?! Estamos para aqui a lamentar o facto de o Durão abandonar o Governo... ao que chegamos, passámos a gostar do Durão Barroso... até já falamos dele com um excelente grande Primeiro-Ministro!".
 
... ontem à noite dei por mim a ver e ouvir atentamente uma entrevista ao sr. Clinton, na Sic Notícias,  via e ouvia a entrevista toda... coisa impensável naquelas entrevistas "interessantes" que a Judite de Sousa faz habitualmente aos políticos portugueses... nem Durão, nem Santana, nem Sócrates, ninguém... cansam-me ao fim de 5 minutos... prefiro os "Malucos dos Riso" ou os "Batanetes"... mas voltando à noite de insónia e ao sr. Clinton...  perante a tamanha estupidez e arrogância do sr. Bush,  dei por mim a achar que o Bill Clinton é um homem agradavelmente inteligente... contido, ponderado, esperto, ironizando q.b. com os momentos mais embaraçosos da sua vida particular que foi também a sua vida pública... por mim sempre achei que a Monica do vestido azul manchado de sémen do presidente não tinha que se queixar... era tudo uma questão de serviço público... porque Clinton faria dos EUA e do Mundo... uma coisa melhor... disparates apartes, atitudes desiguais... hesitações e traições... volta Clinton... nem que seja de saias... na corpo da irritante Hillary... do mal o menos...
 
Pior era impossível... para a maioria de nós foi a atitude do Presidente Sampaio... mas o raio do homem andou... andou... e lá se decidiu por entregar o governo ao Lopes numa altura em que as promoções e os saldos iam já nos 50%... o pague um e leve dois... género chouriços do Continente... ou amaciadores no Jumbo...
Para comentar a má qualidade dos ministros deste governo... era preciso levar o primeiro-ministro a sério... cá por mim fiz as minhas apostas... nas próximas legislativas corremos com eles... não me deixem ficar mal!

Quarta-feira, Julho 14, 2004

... de regresso. Este blog devia ter tido um fim... prolongar-se numas eternas férias de Verão. Mas se nunca percebi porque é que tinha começado um blog, também não entendo porque é que ele tem que acabar, bom, há uma razão: a maldita mania que tenho de escrever e não "olhar para trás", daí alguns erros absurdos de post's anteriores... também por isso devia deixar de blogar... mas não deixo.

De férias... estive mesmo de férias, não fazia "nada". Dormia, comia, nadava, passeava e bebia chá de menta... olhava os camelos e as famílias francesas ... quase todas com três ou mais filhos... tenho dois... sempre senti a falta de um terceiro. No Club Med... senti a falta dos dois... abandonaram-me... falarem em inglês com os meninos franceses...
Mas se o dia-a-dia deles era uma excitação permanente... o meu, segundo a opinião do meu filho mais novo, era "uma seca"... basicamente, passava os dias a ler... e li várias coisas... uma biografia de Alfredo da Silva... de que só gostei da primeira parte... um homem tão interessante merecia um biografia menos entediante...é o que penso... andei à voltas com "Fradique Mendes"... e não me digam que é piroso gostar do Eça... finalmente li um dos melhores livros de um dos "meus" grandes escitores, Rubem Fonseca. Li "Agosto"... e é assim como conhecer alguém... e esse alguém não perder nunca a capacidade de nos surpreender... sou emocional, "amo de paixão" como diriam os brasileiros... definivamente Rubem Fonseca é o um dos meus escritores ... para sempre... que viva eternamente... com a mesma frescura... sem idade.
Mattos, o detective marcado para morrer, é uma das personagens mais irresistivelmente românticas com quem me cruzei na literatura... Corto Maltese ou Mattos, mon coeur balance... porque é que não há homens destes... fora da literatura... por um homem assim eu era capaz de tudo... ser prostituta é só um detalhe...

Quarta-feira, Junho 23, 2004

De férias... ontem à tarde, decidi arrumar todos os meus papéis, fazer uma lista de tarefas, pôr diversas assuntos em ordem... enfim, "arrumar a casa". Tomei decisões extraordinárias... decisões que normalmente se tomam no final do ano... em tomei-as ontem... apaguei nomes da minha lista telefónica... arrumei gavetas e fechei-as à chave... ups! E deitei a chave fora...
Enfim... vou de férias! Estava a precisar muito de ir de férias. Eu e os rapazes vamos partir de carro pour le Maroc... cá vamos nós... e as nossás músicas preferidas...
Quando voltar sei tudo o que não quero retomar... estas férias, em muitos aspectos, serão definitivas... não acreditam?! (Eu também tenho algumas dúvidas... mas vou tentar.)
Para já termino com o Jardim das Delícias... lembrei agora que alguém disse "o Paraíso é onde eu estou"... também... vou tentar!!!! E não estou sozinha... tenho dois belos moços por companhia, oramos rimos juntos... ora berro sozinha... no final, damos sempre muitos beijinhos...boas férias, para ti também!!!!

Terça-feira, Junho 22, 2004

Ainda a propósito do Portugal-Inglaterra que por aí vem... chamei a atenção dos meus filhos que agora a história é outra... os ventos não nos são muito favoráveis... com a Inglaterra não tivemos Aljubarrota ... mas uma sucessão de "coisas menos boas" até ao célebre Ultimatum... bom... mais coisa, menos coisa, precipitou o fim da Monarquia... em Portugal...
Também lhes expliquei que esta aliança luso-britânica é por pouco como certas histórias de amor... um usa e o outro deixa-se usar... é claro que eles perceberam logo quem é que se tem deixado usar... finalmente, acredito que este jogo pode ser um ajuste de contas com a história, também por isso, que ganhe Portugal... uma vez na vida... podíamos tentar convencer os ingleses que eles não são os donos do mundo... antes deles, Portugal foi um Império... vejam o que a bola faz à cabeça de uma MÃE!!! Ok! Confesso... não estou só contagiada pela piroseira nacionalista... também tenho uma bandeira na janela... Tudo pelas crianças, é certo!!!!
Ah! Só mais um coisa... tal como os ingleses, também somos uns "bezanas"... mas preferimos o vinho... tinto! Mais do que uma questão de gosto... é uma questão de bom gosto... e mais não disse, porque a partir daqui tudo se pode complicar....

Como conquistei o respeito dos meus filhos... quando se trata de futebol, é claro! O pai das minhas crianças desde cedo que lhe ensinou que o futebol não era "coisa para gajas". Daí, cada vez que eu abria a boca para dizer fosse o que fosse acerca do futebol era olhada com profundo desprezo...
Não sou fanática do Euro... para quando o país virou Euromania.. eu fui atrás (sou uma fraca, eu sei), e vai daí jornais "A Bola" e "Record" passaram a fazer parte das minhas leituras diárias...
Comecei por ter atitudes modestas, fazia perfuntas aos meus filhos acerca deste ou daquele jogador...sobre o "potencial" desta ou daquela selecção... menos cuidadosa entrei um dia no quarto dos rapazes, durante um Itália-Suécia, e disse que estava a torcer pela Suécia... a dita marca um golo, empata a partida... e o meu filho mais novo de lágrimas nos olhos, furioso comigo, disse: "obrigadinho, mãe, a Itália é SÓ a minha selecção favorita!!!!" Ups! E agora... pequenos acidentes de percuso... o meu momento de glória foi conseguido ontem, jogavam Croácia e Inglaterra, na Luz, algures a França e a Suiça... os meus filhos viam os jogos em dois televisores diferentes, um em cada quarto, de vez em quando encontravam-se a meio caminho para comentarem esta ou aquela jogada... nervosos perguntavam: "Mãe, quem é que a mãe prefere para jogar com Portugal?!". Finalmente, os meus filhos queriam a minha opinião!!!
Pensei... pensei e lá fui dizendo... a Croácia é melhor não, não sei, é uma equipa do genéro da grega, pode revelar-se "supreendentemente" difícil... a França nem pensar, dá-nos "galo", sim, a Inglaterra e porque não, tem um "futebol mais previsível", ou como diria o Gabriel Alves, com "automatismos"... é melhor para nós... os meus filhos concordaram... não sei onde inventei isto, mas ganhei os respeito das crianças e isso é que importa!

Segunda-feira, Junho 07, 2004

Outras notícias. No Alentejo, em Garvão, um posto da GNR está inteiramente nas mãos de mulheres... não parece possível, mas é! Ainda bem, pelo menos, parece-me bem... cinco mulheres, fardadas de GNR's, que se "dão ao respeito", naturalmente.
Este país é velho... de séculos. Porque raio não haviam as piquenas de se fazer respeitar?!

Tenho o péssimo hábito de perguntar vezes sem conta aos meus filhos se sou uma boa ou má mãe?! Mas que raio... sou uma boa mãe e PRONTO! Perdemos muito tempo com estas questões, e sem querer, temos "pequenos ditadores" em figura de filhos... será um estalo um "castigo razóavel", questiona-se em terras de Sua Magestade, a Rainha Isabel II, e do trabalhista Blair, acho, fracamente... acho razóavel que um bom tabefe no nomento certo... não dê direito a uma queixa-crime por parte das nossas criancinhas... embora, e na idade dos meus filhos, acho-os cada vez mais dispensáveis e inúteis.
Estou a fazer a aprendizagem dolorosa de ser pai e mãe a tempo inteiro e em exclusivo... e estou a aprender, finalmente, o que significa o diálogo na relação com os nossos filhos... mesmo que seja à custa de não ter tempo, nem paciência... para dialogar com mais ninguém...
Mas está a resultar... razoavelmente!

Notícias de Fim-de-Semana... Diz assim a notícia "Ricardo tem 13 anos, Sheila 16. Acabaram de ser pais de uma criança que nem sequer pode ter o nome deles. O namoro entre as duas crianças, que agora deu origem a uma terceira, já durava há mais de um ano - elas viviam maritalmente com os pais do rapaz." Como é isto possível?! É possível, e isso assusta-me. Não sei o que dizer e o que pensar... a Escola não pode e não deve substituir os pais... sou a favor da Educação Sexual nas Escolas, não para previnir casos como este, que até contava com a cumplicidade dos pais, mas acho importante que as crianças possam lidar com o aparelho reprodutor com a mesma facilidade e naturalidade que lida com o aparelho digestivo... bem sei que estou a simplificar... mas é na Escola que os nosso filhos passam grande parte do dia... e a Escola tem a obrigação de viver e acompanhar as vivências das nossas crianças como lhe compete, ensinando...
Há perguntas embaraçosas que nos deixam às voltas com as respostas possíveis... não é fácil... mas as crianças precisam de respostas... até porque cedo eles aprendem a diferença entre estéril e esterilizar... pelo menos o meu filho mais filho questionou-me, recentemente, sobre o assunto...
E também me incomoda que uma terceira criança impeça outras duas de crescerem normalmente...

Sexta-feira, Maio 28, 2004

Definivamente estou a atravessar um crise... mística. Vidas dos Santos... "deu-me" para aqui. Gosto de História, adoro histórias e ando a ler...o Breviário... dia-a-dia descobrimos histórias de Fé. Entre a realidade e a fantasia são histórias fascinantes...
Ao "acaso", dia 17 de Fevereiro, dia de SÃO POLICRÔNIO: "Assim como diversos cristãos, que derramaram o sangue na manutenção da fé em um único Deus (...) sofreu o martírio durante a perseguição do Imperador Décio. (...) Policrônio foi então condenado ao apedrejamento, teve a boca e os dentes quebrados até finalmente ser morto".
Dia 12 de Julho, dia de S. JOÃO GUALBERTO: "... um dia encontrou no caminho o assassino do seu irmão, que procurava há tempo. Desejoso de vingança, não pensou duas vezes e puxou da espada para matá-lo. Ao levantar a espada, o adversário, desarmado, suplicou-lhe perdão de braços abertos. João comoveu-se, concedeu-lhe o perdão e foi invadido por uma grande paz interior."
Um mundo de contradições ancestrais por resolver... valha-nos a Fé !

Oração a Santo Expedito - O santo das causas urgentes - (19 de abril)
Meu Santo Expedito das Causas Justas e Urgentes, Socorrei-me nesta Hora de Aflição e Desespero, intercedei por mim junto ao Nosso Senhor JESUS CRISTO! Vós que sois um Santo Guerreiro. Vós que sois o Santo dos Aflitos. Vós que sois o Santo dos Desesperados, Vós que sois o Santo das Causas Urgentes, Protegei-me, Ajudai-me, Dai-me Força, Coragem e Serenidade. Atendei ao meu pedido...









Quarta-feira, Maio 26, 2004

Li, à pressa, depressa e com enorme prazer "O Código da Vinci", de Dan Brown. Sou do piorio, sim! Atrás de um homem está sempre uma grande mulher. Brown dedica o livro à mulher, pintora e historiadora de arte... mas este livro - e desculpem lá, é assim que o entendi, é uma das mais belas homenagens à mulher, à Deusa, ao cálice sagrado da fecundidade... e o Graal é Maria Madalena... desculpe fica quase tudo dito!
Porque "O Código da Vinci" é também um livro, uma história empolgante, e para quem, como eu, tem a mania de ser armar em "espertinha" e desconstruir o "argumento", não deixa de ser surpreendida e de se surpreender. Estou curiosa, e muito ansiosa, para ver o filme que este "Código" vai dar...
De tudo, fico com o que me parece mais importante: as mulheres não têm que lutar por igualdade de direitos... têm, simplesmente, fazer com que os homens, e a sociedade em geral, se esqueçam do que a Santa Madre Igreja lhes andou a "ensinar" durante... 2 mil anos... coisa pouca!!!

Terça-feira, Maio 11, 2004

Nunca escondi que o blog para mim era um “exercício” de escrita sobre coisas pouco importantes. Num país “dominado” pelo escândalo Casa Pia, já quase tudo foi dito, resta-nos ficar a saber (se isso algum vez for possível), quem e quando abusou de crianças à guarda de uma instituição que as devia proteger e não prostituir, enfim… está quase tudo dito.
Não me interessa, também a mim, saber, antecipadamente, se Carlos Cruz é culpado ou inocente. Tenho dois rapazes e pelo respeito que eles e todos como eles me merecem, acredito nas crianças, estou do lado da vítimas… não me interessa se Carlos Cruz é culpado ou inocente.
Incomoda-me ver, de há uma semana para cá, as capas das inúmeras revistas da imprensa cor-de-rosa, com fotografias do Carlos Cruz, da Mariana, da Marta e da Raquel, ainda da Marluce, do Martim e dos amigos da família, ainda dos advogados Sá Fernandes e Ricardo Serra Lopes, tais agentes de seguranças de um cliente… “prontos” que também é um amigo. Não me interessa se Carlos Cruz é culpado ou inocente.
Incomoda-me a falta de pudor com que a família & amigos do Cruz nos têm brindado. Não tenho nada contra as imagens de felicidade conjugal, nada contra as sentidas saudades de um pai pela filha e das filhas pelo pai… e dos amigos pelo pai e do pai por todos.
Frases como: “Bem-vindo, meu amor”; “Pai, preciso de ti livre”; “Meu paizinho lindo”, são palavras ditas em momentos de intimidade e deviam continuar assim, em privado.
Carlos Cruz exibe a relativa normalidade da sua vida… convém não esquecer que as crianças abusadas mantém a relativa normalidade das suas vidas … presas no medo e na dúvida – elas e nós, de que algum dia seja feita justiça…
Mas hoje, tudo isto, todo este despudor do arguido Cruz, atingiu o limite! Carlos Cruz terá confessados aos amigos que se converteu e: “aproximei-me de Deus!”. Cá para mim, os amigos ficaram inquietos, temem que ele venha a acrescentar: “… deixai vir a mim as criancinhas!!!”. Se o assunto não fosse sério!!!!!

E por falar em pudor. O Avis cita a seguinte frase, porque lhe diz respeito:
«O Francisco, eu e as pessoas que conheço, fazemos o melhor que podemos todos os dias e ninguém nos pode pedir mais que isso. Não aceito responsabilidades colectivas.»
Pois, vindo isso a propósito das responsabilidades individuais… apetece-me acrescentar que se o assunto, de certa forma, não me dissesse respeito… eu até acreditava!

Quarta-feira, Maio 05, 2004

Dei-me conta de que tenho ido pouco ao cinema... e os dois últimos filmes que vi, foram filmes portugueses, "Lá Fora", de Fernando Lopes e o "Milagre de Salomé", de Mário B. Garcia da Silva, para os amigos Mário B.. TSobre o "Milagre", inham-me garantido que o filme era belíssimo, mas o autor/realizador estava presente, era suspeito, mas... o filme É belíssimo.
No final estava encantada, divertida e ... culpada. Encantada porque o filme é muito bonito, um filme de época que, detalhes à parte, me pareceu irrepreensível. Divertida porque entre o "cristão" e o "pagão"... entre a "nossa senhora" e o "general omnisciente, encontrei a "verdade" do mistério de Fátima na ascensão do Sidonismo e... depois do Salazarismo. Descobri mais, que provavelmente Pedro Mexia tem razão, a triologia "Fátima, Fado e Futebol" permanece... um político e um banqueiro ainda são uma dupla respeitável... mais o banqueiro, é certo... o poder , esse, é folclórico, pouco importante, serve para comprar submarinos e homenagear, no Dia da Mãe, as mães dos ex-combatentes, coitadinhas... das mães dos soldados da GNR, no Iraque... essas, serão homenageadas... a seu tempo... coitadinhas!!!
Mas se ainda se lembram, também me sinto culpada. Culpada por desconhecer a obra de José Rodrigues Miguéis que deu este excelente filme ... parte do mérito pertence, julgo eu, ao Carlos Saboga, que o Lopes... também ( tão bem) conhece.
Gostei muito dos dois filme. No final de "Lá Fora", dizia-me Fernando Lopes, o pai das "meninas", "- Dizem que o filme é duro!!! Mas esta gente vive em que Mundo?!".
No final de "O Milagre de Salomé", dizia eu: "- Será que estou a ficar velha?! É que gostei tanto deste filme...". dizia isto a uma senhora que tem mais uma meia dúzia de anos que eu... penso que ela terá pensado( "- Esta, coitada, pode estar com mais anos... mas é só isso!!!").
Não é! E, mesmo "parecendo-me" pirosa... estou a descobrir que envelhecer é olhar os "dramas" com algum cinismo e sentido... estético!!! E a Salomé... é lindíssima, muito parecida com amiga minha... mas com menos anos!!!!

Segunda-feira, Abril 26, 2004

e agora a propósito do "apito dourado".
Confesso-me telespectadora habitual do "Jornal Nacional"... em particular aos domingos... também pelo Professor Marcelo...
...e mais uma vez, enquanto "dedilhava" freneticamente para tentar superar o meu record no "tetris", ouvia as opiniões e os comentários do professor... e, ontem, ouvi vezes sem conta: "e posto isto... ". Vezes sem conta... "e posto isto", o Professor disse quase tudo sobre o que pensa da promiscuidade entre o futebol e a política, o que está mal, o que deve ser alterado, mas acerca do envolvimento do Major Valentim Loureiro na investigação "apito dourado"... não disse nada..."e posto isto!"

... está tudo explicado. Ainda a propósito do "25 de Abril", li na última edição do "Independente" que o conceito de "evolução" surgiu quando o Ministro da Presidência, Morais Sarmento, explicava aos filhos pré-adolescentes a "revolução do 25 de Abril". Bom, está tudo explicado! Mas que culpa temos nós que o Sr. Ministro não consiga dizer o "eres"... para os meus filhos o "25 de Abril" é "revolução".

E, mais uma vez, a propósito do "25 de Abril explicado às criancinhas", o meu filho mais novo, o Manel, que tem 10 anos, explicava-me como era um desenho que tinha feito no Colégio:
- Sabe mãe, fiz assim: na Assembleia da República, assim...numa cadeira desenhei o Salazar...
- Na altura chamava-se Assembleia Nacional...
- ... e onde era?
- Onde é hoje a Assembleia da República...
- Ah! Sim, pois... aí desenhei o Salazar na cadeira... a ser derrubado pelos soldados e pelos tanques...
- Mas quem foi derrubado pelos soldados e pelos tanques foi o Marcello Caetano, no "25 de Abril" o Salazar já tinha morrido...
- Sim, mãe! Mas os militares acabaram com o governo do Salazar... por isso, eu desenhei o Salazar, foi o mais importante, não foi?!
- Sim, talvez... tens razão, o que os militares derrubaram foi a Ditadura...
- Pois... o Salazar foi o homem mais importante, o que fez a Ditadura, por isso é que eu o desenhei... assim com uma cara grande e com um nariz enorme... a cair da cadeira...
- ... pois é, o Salazar tinha um nariz enorme...

E lembrei-me que uns dias antes, à conversa com o meu filho mais velho, que tem quase 12 anos, lhe explicava que o Salazar tinha caído da cadeira...
- Não?! Está a falar a sério mãe, ele caíu da cadeira?! Vou contar aos meus amigos, vão fartarem-se de rir... caíu da cadeira...

De uma forma ou de outra, os meus filhos vão sabendo o que significou o "25 de Abril"... e para sorte deles eu até consigo dizer os "eres"...

Quinta-feira, Abril 22, 2004

Come as you are, as you were/
As I want you to be/ As a friend, as a friend,
as an old enemy/ Take your time/Hurry up/
The choice is yours, don't be late/
Take a rest, as a friend, as an old memoria/
Memoria, memoria, memoria.

Come doused in mud, soaked in bleach/
As I want you to be/ As a trend, as a friend,
as an old memoria/ Memoria, memoria,
memoria.

And swear that I don't have a gun/
No, I don't have a gun.

"Come as You Are", Kurt Cobain... canta Caetano Veloso. Seja pela música ou pelas palavras, Caetano Veloso tem sido abundantemente citado nos ultimos tempos por estas "bandas". Gostei de saber que ele gosta do filme "Música no Coração"... eu também...




Segunda-feira, Abril 19, 2004

A palavra Evolução, a propósito das comemorações do 25 de Abril, tem irritado muito boa gente, provavelmente com razão…

Marcelo Rebelo de Sousa, no seu comentário de ontem, no Jornal Nacional, da TVI, simplificou tudo, bem à sua maneira. Cria uma cronologia do tipo, antes e depois do 25 de Novembro, com três momentos: o primeiro PS/PCP e toda a esquerda, depois PCP e alguma esquerda, interrompido pelo PS e, finalmente, o tempo da AD – PPD/CDS, Sá Carneiro e Freitas do Amaral.
Como são estes últimos os que agora estão no poder, embora com outros rostos, logo, decidem esquecer o que não lhes pertenceu… e isso foi só a Revolução, propriamente, dita. Aquela que se comemora, exactamente, no dia 25 de Abril.

Realmente, poucos anos após a Revolução de Abril, Sá Carneiro, o advogado do Porto, eleito pelas listas da Acção Nacional Popular, à Assembleia Nacional (1969/1973), no tempo da “primavera marcelista”, chega ao poder. Em 1976, logo nas primeiras eleições livres, o PPD - partido fundado por Sá Carneiro e algumas figuras que fizeram parte da designada ala liberal da AN marcelista, é o segundo partido mais votado nas primeiras eleições livres do pós-25 de Abril, logo a seguir ao PS, e que, em 1979, o mesmo Sá Carneiro, à frente de uma coligação PPD/PSD-CDS – a AD, ganha o "direito" a ser o Primeiro-Ministro de Portugal.

Caramba, sempre que ensinaram que as datas eram "conceitos operacionais", mas 25 de Abril, a Revolução, essa, aconteceu mesmo naquele dia, naquele momento em que o povo saiu à rua para apoiar o Golpe Militar, que derrubava o regime do Estado Novo, por isso, para mim, no dia 25 de Abril só se pode comemorar a REVOLUÇÃO!

E isto não é uma questão de esquerda ou direita…

Amor e Humor (1)

- O Eusébio foi eleito o sétimo melhor jogador europeu de todos os tempos...
- E... Também é esse o meu lugar na tua lista ?!
- Sabes quantos jogadores tem essa lista?!
- A tua... ou?! Não... assim de repente, não sei.
- Pois, assim de repente... também não te posso dizer qual o lugar que ocupas na minha... lista. Tenho um amigo que "andou" com a filha do Eusébio... e sabes o que ele me disse?!
- Humh!!!
- "É tão boa na cama, como o pai nos relvados!"
- Achas que esse teu amigo me dá o número de telefone da piquena?!
- Ora, deixa-me ver...pensando bem... o teu lugar na lista é o ... mas começo a perceber o interesse que nós, as mulheres, podemos ter no EURO 2004. Pena é ser um Europeu... não vamos ter cá os brasileiros...
- Querida... percebes pouco de futebol, realmente, os brasileiros já cá estão...
- Não, os outros, o Ronaldo, o Ronaldinho, e esses. Sabes... um amigo, outro amigo, contou-me que o Ronaldo é assim uma espécie de Óbelix... tem uma tesix que nunca mais acaba... devido aquelas coisas que eles tomam...
- Deve ser por isso que entre os 125 melhores jogadores ... 15 são brasileiros...
- ... estou aqui a pensar nas selecções do leste, Russia, Croácia, Bulgária... vão estar por cá. Pobres rapazes... achas que eles também tomam essas... coisas.
- Que raio de conversa... além disso, a maior parte dos jogadores dos países do leste, ou pelo menos os melhores, jogam nos grandes clubes europeus. Mas afinal, onde queres chegar?!
- Pois é... lembro-me daquele que foi namorado da Ana Obregon....
- (!)
- .... estava só a pensar... no interesse que nós, as mulheres, podemos ter no Euro 2004... enfim.... e nós, eu e tu, podemos passar à segunda parte do nosso ... jogo?!
- No estado em que tenho a equipa?! Receio que não ... já será dificil enfrentar uma segunda... mão.
- Pois...pois...
- Já percebi!!! Mas não é possível?!! Também tu queres ir para a cama com o David Beckham?!
_ Queria... mas não achas possível, não é? A lista de espera deve ser imeeeennnnsa!

Miss Playboy... os meus filhos voltaram das férias da Páscoa. Voltaram do Brasil, bronzeados, tranquilos, felizes. Trouxeram as inevitáveis fitinhas do Senhor do Bonfim para os Amigos e um bikini azul turquesa para a mãe.
(Entretanto, preparava-me para contar a história do meu bikini, quando uma amiga, surpresa, me pergunta: - Aindas usas bikini?! Omessa!!! Pensei eu e continuei...)
Sexta-feira à noite, as crianças viam no quarto deles o DVD de "Ásterix e Cleopátra", com a "bella" Monica, enquanto eu deitava os olhos à "Mulher de Sonho", na Sic... no intervalo, decidi interromper a sessão de DVD dos meus filhos de bikini azul turquesa vestido. Ficaram aterrados, os rapazes. Olhei-os inquieta e perguntei: - Estou muito branca, não é?! Eles confirmaram.
- Estou um bocadinho gorda? Eles confirmaram.
- Digam lá... estou assim tão mal?!!! Eu desesperara!
O meu filho mais novo, o Manuel, com o ar absolutamente neutro, respondeu: - A mãe parece uma miss Playboy.
Percebem porque é que, a partir de agora, a minha mais incansável missão é impedir o meu filho de ler a Playboy... atentamente!!!!

Segunda-feira, Abril 12, 2004

Voltando ao "El País" e ao suplemento de domingo. Recordar os mortos mais do que uma obrigação pode e deve ser um questão de bom gosto...
Começamos pela capa, Miguel Barceló faz da melhor maneira a sua homenagem "a la matanza terrorista". Um rosto chora uma enorme e densa lágrima... branca (Miguel Barceló é um dos meus pintores vivos favoritos, em Bilbao, arrisquei uma multa para tirar uma fotografia junto do quadro de Barceló que faz parte do acervo permanente do Guggenheim)... e todo o número é um especial dedicado ao 11 de Março.
Figuras públicas, pessoas anónimas, cronistas, todos dizem da sua dor e do seu sentido de justiça ... sobre o atentado e sobre um mundo que se desorganizou de tal forma que o terrorrismo, que já não tinha regras, deixou, definitivamente, de ter alguma lógica.
Tudo é terrivelmente comovente nas páginas deste EP(S), mas o que me tocou, mais do que tudo, foram as páginas do "Album de ausencias": " Lola Durán Santiago, la madrileña guapa e resoluta; David Santamaría, El alcarreño que amaba los coches; Rex Ferrer Reynaldo, el filipino que cantaba em el coro, (...)". Pedaços das suas vidas interrompidas que doem tanto... pedaços que nos recordam, mais do que o horror da suas mortes, tudo o que ficou suspenso, inacabado...
E lembrei-me de um filme de que não gosto particularmente. "Meet Joe Black" (acho que é este o nome no orginal, se não for, também é pouco importante...), nesse filme, a determinada altura uma negra pede ao Joe, à morte, que a leve, o tempo dela chegou ao fim, ela já tem da vida imagens bonitas que cheguem, já pode partir, quer partir...
Olho para as fotografias publicadas no suplemento do El País... imagens bonitas de coisas e de lugares, provavelmente insuficientes para quem partiu... para quem ainda tinha tanto para viver...
"Ana Isabel Gil Pérez, La manchega embarazada de Samuel", esta mulher trocou o horário com uma colega de trabalho para poder fazer uma ecografia, estava grávida do um rapaz, o seu primeiro filho que iria chamar-se Samuel...
As imagens - recomendações para uma mulher grávida; o marido que chora a morte da mulher e do filho; o frigorífico aberto; aberta a gaveta com "ropa e juguetes comprados para Samuel"; a fotografia tirada no dia do casamento; os filmes arrumados na estante; o corredor cheio de luz e ...vazio; a porta do frigorífico repleta de ecografias, as primeiras manifestações de vida, de uma vida que não chegou a nascer. Tudo isto dói, dói profundamente, mais do que corpos ensaguentados e estropiados. São estas imagens de vida que fazem estas mortes... insuportáveis.
Isabel tinha 29 anos e estava grávida de sete meses... do Samuel.

Que preguiça! Nesta Páscoa não comi amêndoas, nem cabrito, nem sequer doces... abusei de uma excelente salada de pimentos, temperada com muita cebola, azeite e sal grosso... numa tasca, em Sesimbra, o "Lobo do Mar", bem a propósito, mas o "Lobo do Mar" e os pimentos deixaram-me feita num "oito" e, cá para mim, o jejum da Quaresma só agora começa...
Passei estes dias no mar... num magnífico barco de quase 16 metros, com uma cabine à proa, duas à ré e vários luxos... mas definitivamente, voto em Alcácer Quibir, prefiro o Norte de Africa ao Mar... o barco é fantástico, a companhia excelente... amigos de muitos anos... dos tempos do liceu. Acontece que passar uns dias num barco é outra forma de fazer campismo, campismo de luxo, é certo, mas campismo!!!
Mas valeu a pena, por quase tudo e pelos inesquecíveis os passeios pela costa de Sesimbra. - "Diz lá Aninhas, não parece a Córsega?!".... nunca estive na Córsega... mas lá parecer, parece!

Terça-feira, Abril 06, 2004

"Veloz veneno y lento antídoto". Javier Marías, na ultima edição do "El País", escreve na sua crónica sobre algumas reacções às recentes eleições espanholas. Diz ele que vale a pena parar para olhar ... Bush, "el brutal Rumsfeld", a Fox News, o ultra-direitista Wall Street Journal... reduziram o resultado das eleições espanholas a uma questão de "machos e galinhas"... e porque "os espanhois se renderam ao terrorismo", logo portaram-se como...
em ultima análise, Javier Marías considera esta torpeza intelectual, também ela, uma forma de terrorismo... por uma e por outra, pagamos todos. Raios os partam!!!!

Viva a "Blogoesfera"! Os meus filhos partiram de férias da Páscoa com o pai. Destino Brasil. Ligaram-me ainda no aeroporto, em Lisboa... um ultimo beijo antes da partida - quinta-feira, dia 1 de Abril. Até agora não tive notícias deles. Acredito que estão bem. Adivinho por um frase no Avis "estou sob o céus do cruzeiro do sul..." que estejam bem. Mas, enfim... adivinho!!!!

Segunda-feira, Abril 05, 2004

Hoje acordei, vi as notícias do que se passa no Iraque e apateceu-me vir aqui dizer da pena que tive daqueles soldados americanos.
Não pelos perigos que correm: são soldados, e profissionais ainda por cima. Escolheram aquela vida, eventualmente por necessidade - mas ninguém os enganou. Sabiam que ser soldado é ter eventualmente de andar aos tiros e poder levar um. Queixar-se disso é o mesmo que um cirurgião se queixar de ter que fazer operações ou um arquitecto de desenhar prédios.
Não. O que me fez pena foi ver sólidos rapazes do Arkansas e de Okhlahoma, nados e criados nesses locais onde não há História, assim lançados para um sítio onde cada grito, cada gesto, cada pedra, cada cheiro, cada morte, trazem consigo o peso de razões dez vezes mais antigas que a América. Fez-me pena adivinhar-lhes os olhos alucinados, sem perceberem nada do que se passa, olhando para todas aquelas paixões que não compreendem, desajeitados nas suas fardas como escaravelhos sobre um formigueiro.
Não sei se alguém lhes explicou bem para onde iam. Devem ter-lhes dito que iam para um país sensivelmente do tamanho da Califórnia, onde havia um «bad guy» que foi derrubado e que o povo agora ia ser feliz, apesar de ter uma religião um pouco estranha e hábitos sociais deploráveis.
Às vezes dá-me ideia que os americanos – e os europeus com eles, pois são fruto da mesma matriz e produto da mesma evolução intelectual – pensam que a democracia é como o MacDonald’s: basta arranjar umas urnas, uns candidatos e meia dúzia de ideias baseadas nos discursos de Abraão Lincoln, fazer um «franchising» e pronto: aí está ela a funcionar em Bagdad ou Cabul exactamente da mesma maneira que em Cukamonga City.
Mas aposto que aqueles soldados já não acham isso.
BATATA

Terça-feira, Março 30, 2004

...os meus filhos são rapazes atentos. Ontem o Francisco (o mais velho) dizia-me que a série "Sete Palmos Abaixo de Terra" ia terminar. Não quis acreditar, não quis e não quero. Interroguei o meu filho sobre o interesse dele na série, ele disse-me que não, que não via, mas sabia que era uma coisa de que eu gostava muito e que ia acabar. Achei que ele estava enganado. Quis que ele estivesse enganado.
E à hora marcada lá estava eu, sentada, calmamente, a ver a minha série das segundas, e fiquei irritada com o meu filho mais novo, queria cear, pois bem rapaz, prepara os teus cereais... a mãe entrou em "retiro", ele assim fez, também fez muito barulho a comer os cereais (temos que falar sobre o assunto!), depois, veio beijocar-me de um lado e de outro, repetidas vezes, também só para me irritar, finalmente, a sós com a família Fisher... e "Six Feet Under".
Podia dizer muita coisa... aquela série faz-me sentir demasiadas coisas, nunca, mesmo nunca, tristeza. Tenho a ideia que a morte é algo profundamente libertador... a vida é uma canseira tão grande que, por oposição, a morte deve ser tranquila... mas enquanto sei e não sei o que é a morte, vou vivendo e desejando que as relações entre as pessoas sejam mais francas, sinceras, generosas, reveladoras, autênticas...
Sempre ouvi dizer que as pessoas que, de uma forma ou de outra, se confrontaram com situações extremas... a seguir pensam e sentem de uma outra forma. Nunca acreditei muito nisso, como nunca acreditei naquelas mulheres piedosas que vão à missa aos domingos mas que dizem mal da vizinhança a semana inteira, incapazes de serem felizes e de fazerem quem quer que seja feliz. Mas se assim for, se a iminência da morte alterar a nossa forma de vida... então, devíamos todos viver... nessa iminência... bom, afinal, vivemos, só não nos comportamos como tal! Não alteramos nada...

Sexta-feira, Março 26, 2004

"Há duas coisas que não se podem filmar no cinema: sexo e morte. São ideias exclusivamente do sagrado" diz Fernando Lopes em entrevista à "ÚNICA" do passado fim de semana. Será?! Temo que não, vivemos num tempo em que está tudo banalizado... palavras, sentimentos, sexo ou morte, uma banalidade crescente que atinge tudo e todos. Ontem, numa entrevista qualquer, na SIC Mulher, Margarida Rebelo Pinto dizia que não escreve para vender muitos livros, ela nem sequer se preocupa com isso, escreve, justamente, sobre as coisas que a preocupam, as questões que quer ver"arrumadas", julgo que ela disse qualquer coisa do género escrevo para arrumar o meu interior ou a minha alma...
sei lá!

Sei, suspeito, que continuarei a decepcionar-me com as pessoas. Sei, suspeito, que essa coisa que se designa por género humano vai continuar a ter mistérios para mim... coisas incompreensíveis, mesmo que previsíveis.
Curiosamente, ontem, confrontei-me com uma daquelas frases que me dão que pensar... "Tenta sempre imaginar como é que te vais sentir depois de foder alguém antes de foder alguém. Comprendes? Isto é a chave para tudo. História. Moralidade. Filosofia. Poupas-te uma data de desgostos". ("Pecados Sem Conta", Richard Ford)
POIS!!!

Segunda-feira, Março 22, 2004

Escreve Ana Sá Lopes:" "Lost in translation", de Sofia Coppola, a mais perfeita história de amor que o cinema me deu a ver nos últimos tempos"... bom, começo por considerar um pouco excessivo... mas continuo a ler, percebo e concordo. O filme da Sofia fez-me sentir o mesmo que a Ana sentiu, talvez por outras palavras...
"Lost in Translation" pode ser a história mais perfeita... mas a mais bela história de amor que o cinema me deu a ver nos últimos anos, ainda é, "Monster's Ball"... "Depois do Ódio"... a redenção, o amor! Coisas de Fé!!!
E por falar em Fé... o meu filho mais novo, de 10 anos, é a minha companhia favorita para ir ao cinema! Porque os nossos filhos são sempre as nossas companhias favoritas (enfim... quase sempre!!!) e porque, espanto!, este rapaz de 10 anos gosta das mesmas coisas que eu, mesmo quando elas são coisas de crescidos.
Desafiei-o para uma tarde de cinema... entre uma comédia e a "Paixão de Cristo", o Manuel (é o nome do meu filho) prefere a Paixão do Gibson... nã, não arrisco, não levo o meu filho a ver o filme que mudou a vida da Laurinda Alves e emocionou a Vera Roquete, vou poupá-lo... porque como já vos disse... ele gosta das mesmas coisas que eu!!!
E ficámos a ver uma versão pirata de "O Regresso do Rei!", com legendas em português do Brasil, sentadinhos no puff lá de casa... e o Manuel, pacientemente, ia-me explicando as opções do Peter Jackson para tornar o filme mais interessante... mesmo assim, não fiquei convencida, continuo a achar que 11 óscares é demais... abençoada família Coppola que também nos deu "O Padrinho".
Quando for crescido, o meu filho manel quer ser realizador de cinema e eu sou, desde já, uma mãe muito orgulhosa do seu filho!!!

Quinta-feira, Março 18, 2004

Na sexta-feira, 12 de Março, estavam 8 graus e chovia a cântaros. E na rua estavam 2 milhões e 300 mil pessoas, caminhando lentamente. Era Madrid.
Isso nunca poderia acontecer em Lisboa. Não me apetece explicar porquê. Veja lá cada um de nós se era capaz de sair para a rua numa noite de sexta-feira e caminhar lentamente durante duas horas com chuva e 8 graus, só para dizer que estava indignado com a morte de umas centenas de inocentes. Ou fosse por que razão fosse. Acho que nem por um penalty roubado ao Benfica no último minuto da final da Taça, que é o único tipo de coisas que nos indigna. Tenho dito.
BATATA

Quarta-feira, Março 17, 2004

Não... não sou a única, não! Eduardo Prado Coelho escreve na crónica de hoje sobre o "desastre" que é o Ministro Figueiredo Lopes. Um homem que não transmite confiança a ninguém... sempre com aquela cara de quem está a "pedir desculpa por ter nascido", não sei se desculparemos o Barroso por o ter escolhido... isso e todas as outras coisas que por aí se adivinham...

Quarta-feira, Março 03, 2004

Bem sei que hoje, dia em que a questão da despenalização do Aborto volta a ser discutida na Assembleia da República, a vergonha de pertencer a este país de portas, de pp's e de psd's devia, mais do que nunca, manter-me presa à realidade e deixar as fantasias de lado... mas já desisti, da questão do aborto desisti no Referendo anterior... envergonhada com as declarações do então PM Guterres ao, sempre oficial, DN... do país vou desistindo aos poucos... felizes os que partem!!! Nada tenho contra o slogan "Mais Vida, Mais Família", mas preferia "Uma Vida Melhor, Melhores Famílias"...

Pasme-se. O "Público" de hoje dá-nos conta, pag. 44, que a musa do Pedro Mexia, Scarlett Johansson e o homem com quem sonho acordada, Benico del Toro, continuaram a festa dos óscares, a dois, no Hotel Chateu Marmont.. como diria um amigo meu: "Deus os fez, Deus os juntou!"

Terça-feira, Março 02, 2004

Tempo...


tiempo. no dejes que el tiempo
te ayude a olvidar nuestro amor..
olvidar el calor

tiempo. deten el momento.
la horas te alejan de mi.
ya el silencio esta aqui.

por tu amor, el sol se ha alzado cada amanecer
las noches me han cubierto con placer.
mis ojos descubrieron el color por ti.

si te vas, mi cuerpo no pudiera ya respirar.
mis dias se llenarian de soledad.
ya nada importaria si no estas.
sin ti, ya no hay tiempo. no queda mas tiempo.

escucha el dolor en mi voz; el silencio entre los dos.

tiempo. tiempo.

por tu amor, el sol se ha alzado cada amanecer
las noches me han cubierto con placer.
mis ojos descubrieron el color por ti.

si te vas, mi cuerpo no pudiera ya respirar.
mis dias se llenarian de soledad.
ya nada importaria si no estas.
sin ti, ya no hay tiempo.

me dicen que el tiempo...
ayuda olvidar el dolor;
a olvidar el amor

tiempo. tiempo... tiempo.



Manuel Franjo, "Tiempo", em Budda-Barn IV by David Visan. Faça o que fizer... encontre tempo para ouvir este Tiempo!

Cada vez que escrevo um post ainda me vou perguntando... porque o faço! Escrevo coisas sem grande interesse... mas desde o primeiro diaque jurei que não pedia desculpas. Ora, dava eu uma "passagem" pelo blog dos outros e lá fui parar a um dos meus preferidos, meu e de muiiiiiitos mais, "O Dicionário do Diabo". Pedro Mexia fala dos rapazes e das raparigas que desfilaram pela passadeira vermelha rumo à plateia do Kodak Theatre. Boa. Estou mais tranquila...posso continuar a disparatar à vontade, não sou a única. Não vou fazer comentários às faiotas ou a quaisquer outros atributos das raparigas, por falta de isenção, é claro!!! Quanto aos rapazes (e aproveito para escrever correctamente o nome de um deles) Johny Depp, definitivamente, em versão pirata! Agora essa do Del Toro parecer saído de uma rusga do Intendente... é uma verdadeira loucura, um perigo mesmo! Já perceberam onde vou passar as próximas noites!!!! Ó Pedro Mexia, então... há homens que são belos de qualquer maneira (desculpa, isto não é piada para ti!!!).

"Guia para os Perplexos"... este fim-de-semana dois acontecimentos: a alegada "cena" de Lili Caneças no Herman e os pontapés de Avelino Ferreira Torres no campo de futebol... e para isto não há guia que nos valha!!!!

"Guia para os Perplexos"... ainda não entendi bem esta polémica sobre o novo filme de Mel Gibson, "The Passion of the Christ", tem Jim Caviezel como Jesus ... parece-me bem. Tanta polémica... por uma bebedeira. Gibson confessou que Jesus o salvou quando um dia se quis atirar de uma janela... estava bêbedo... cá para mim parecem-me pouco lúcidas as pessoas que aqui na "blogovia" andam irritadissima contra o "pobre" do Gibson, digo pobre porque ele pagou do bolso dele os custos de produção do filme... mas pelos vistos Jesus deve ter ficado contente porque o rapaz já recuperou o dinheiro investido nesta paixão.
Falava eu de... sim. Do anti-semitismo do filme... dizem eles. Não sei, hoje Frei Bento Domingues considera-o violento... ser cruxificado vivo não deve ser nada pacífico... nesta coisas da polémica e porque não vi e o filme e não percebo muito do assunto, faço como Pilatos, lavo as minhas mãos.
Seja como fôr, tudo isto me tem dado que pensar. Nos últimos tempos vejo-me "cercada" por judeus ou pela cultura judaica. Nada contra... sou licenciada em História, em tempos interessei-me um pouco mais pela história do Antigo Egípto do que pela história de Israel, mas estudei ambas com interesse... li o Antigo Testemento e cá para mim o Rei David devia ser uma "brasa"... acho divino o Cântico dos Cânticos.
Mas dizia-me "cercada" por judeus... de uma forma suave e distante, é certo. O pai dos meus filhos converteu-se ao judaísmo... o meu filho mais novo tem como melhor amigo um rapaz judeu, uma criança encantadora (digo sem ironia), uma criança "crescida". Gosto muito que ele seja um dos melhores amigos do meu filho, são dois excelentes alunos, é certo que o meu rapaz é assim mais para o "cool" e o amigo mais para o "responsável". Finalmente, apaixonei-me por uma trágica história de amor, ela, a protagonista da história, era judia.
Ontem comprei um livro, o autor chama-se Gilad Atzmon, o livro tem por título "Guia Para os Perplexos" seguido de "este livro foi boicotado em Israel". Veremos porquê... para já leio nos blog's emocionadas declarações acerca desta questão da Paixão do Gibson... a Paixão é isso mesmo, extrema, radical, dada a emoções fortes... e faço um sorriso benevolente... estou à beira dos 40. Sei algumas coisas, por exemplo, que os homens mudam de carro, de casa, de mulher, de país e até de religião... mas não mudam nunca de: Clube de Futebol (podem rasgar o cartão de sócio, mas não mudam) e de carácter... mais ou menos cristão, mais ou menos lúcido.. não mudam, e isso é o que me importa, realmente!

Segunda-feira, Março 01, 2004

A Noite do Bill... Cristal. Vivo numa casa pequena... mas que tem televisões em praticamente todas as divisões... aparelhos que se foram acumulando... o que às vezes tem as suas vantagens. Esta noite, enquanto me dedicava a lides domésticas ia vendo, ou ouvindo, a última edição dos Óscares. Quando o Peter Jackson ganhou o 11º. Óscar e Bill Cristal deu por terminada a cerimónia, fiquei com a sensação que faltava qualquer coisa... então, pensei, quem obteve o Óscar para melhor realizador?! Estava efectivamente distraída... também ele, o do "Senhor dos Anéis", tinha sido consagrado como o melhor realizador?! Tá bem... encolhi os ombros e pensei que esta foi uma das cerimónias com menos graça de todas as que tenho visto nos últimos anos... é um pouco como o Bill Cristal dizia a determinada altura da noite... na América está tudo na mesma - Bush, a economia e o Iraque... nada mudou... 0 Mel Gibson consegue alguma perturbação, são muitos os que não gostam do jesus cristo segundo Mel ... eu também gosto de ver o Gibson pelas costas... nunca esqueci aquele rabo...aquela roulotte, naquela praia... daquele filme... Arma Mortífera... não sei quantos, não é?!
Voltando aos Óscares, resta-nos o próprio do Bill que continuando na mesma... está sempre bem, e a consagração de Sean Penn (estava indecisa, sou daquelas mulheres fáceis que acham muita graça ao John Deep). E com a consagração do Sean e de Tim Robbins, a confirmação de Clint Eastwood... cá para mim ele podia ter ganho o Óscar... ele ou a Sofia.
E a propósito de "Mistic River". Nos últimos tempos comprei dois livros, que são dois filmes, de Dennis Lehane "Mistic River" e de Philip Roth, "Mancha Humana", que deu o filme "Culpa Humana", com Sir Anthony Hopkins e Nicole Kidman.
"Mistic River" obteve na noite passada dois Óscares, direitinhos para os actores... "Culpa Humana"... não andou por lá, pelos Óscares, o que não significa nada. Mas no que toca às leituras, deixei "Mistic River", logo no início, as imagens do filme são tão fortes... as interpretaçoes quase sublimes, que o livro não se impõe, quero continuar com a memória do filme. No segundo caso, "Mancha Humana", ainda bem que li o livro. O filme foi-me recomendado como um filme notável, não gostei. Os egos gigantescos de Hopkins e Kidman deixam na sombra Coleman e Faunia... e deixam na sombra os segredos e o passado indispensáveis à compreensão das suas personagens e tudo o resto.
Definitivamente, "Mancha Humana", e mais uma vez, repete a história daquela cabra de Hollywood apanhada a comer película e que, arrogante (pelo menos é assim que eu a imagino), exclama: "Prefiro o livro!".

Sexta-feira, Fevereiro 27, 2004

Escrevo sem me identificar, não o faço porque seja uma pessoa muito importante, faço-o porque não tenho a menor importância, em termos públicos, e não faz a menor diferença dizer o meu nome ou deixar de dizer. E assim vou continuar, no entanto, apetece-me escrever sobre um senhor gordo e, provavelmente, com muito má vontade que faz crítica de televisão, no Independente. O artigo de hoje chama-se: "A televisão da Terra do Nunca". Começo por dizer que tenho alguma coisa a ver com essa Gala de aniversário... é normal, então, que esteja indignada. Se o Sr. Miguel Gaspar não percebe "onde acaba a realidade e começa a ficção"... talvez seja porque, ele sim, vive na Terra do Nunca.
A TVI faz televisão para os portugueses, também não sei se gosto de Portugal, mas não tenho a atitude javarda e snob do sr. Miguel Gaspar que diz coisas do género: "só que à SIC chega-se pela auto-estreada de Cascais e à TVI pelo IC-19", ou "é o imaginário adolescente que povoa a mais justiceira e descamisada das televisões".
Até posso admitir que o Sr. Miguel Gaspar não tenha achado grande graças às piadolas, eu também não acho graça ao Fernando Rocha, é a vida. Mas dizer que a "até a mulher do capitão, imitando Marilyn, acabou parecida com a Dalila do Carmo", não faz o menor sentido. Já agora, é Dalila Carmo.
Posso concordar que é complexa a união entre o Toy e o Abrunhosa, mas ver na camisola amarela do Abrunhosa, a cor da TVI, é demente!
Enfim, a TVI faz televisão para as pessoas que vão ao McDonald's, comer uns baratinhos Big Mac, é a vida! É o país que temos! Mas o sr. Miguel Gaspar faz crítica de televisão para quem?!

Estranho... estranho... absolutamente estranho! Lia a crónica de Vasco Pulido Valente no DN de hoje e tive uma sensação estranha. Considero-me uma rapariga pouco conservadora, nada ortodoxa e até de esquerda... mas estou perturbada comigo mesma. Será que concordo com o casamento de homossexuais?! Não sei. É óbvio que não é por motivos religiosos, nem sequer por concordar com a ideia de se "se perder o "significado" natural e cultural do casamento". Não acredito no casamento por aí além, acredito, profundamente, estupidamente, de uma forma quase patética, no amor. No casamento?! E porque não! Se fizer algum sentido, se tiver algum significado, para as duas pessoas que se amam e têm um projecto em comum...
Tenho amigos homossexuais que desestam quando nos referimos a eles como "os meus amigos gay's"... concordo, até porque não digo "os meus amigos heterossexuais". E concordo, absolutamente, que os pares homossexuais tenham os mesmos direitos que os "hetero", jurídicos, administrativos, etc, etc, etc, mas será que a única forma de obter esses direitos é o casamento?!Sempre achei as relações entre homossexuais mais livres, mais criativas... eu própria, influenciada por essa liberdade e por essa criatividade, vezes sem conta, já questionei... a minha sexualidade, até agora tenho obtido sempre a mesma resposta... até agora... Não percebo porque os homossexuais insistem no casamento?! Deve haver outras formas... essa, a do casamento, está tão gasta como o liberalismo, ameaçado agora por fanatismos vários, como diz VPL. Adoro a América que não conheço e Nova Iorque onde passaria, pelo menos, metade do ano... odeio o sr. Bush, pela estupidez, pela arrogância, pelo desrespeito pelos seus antepassados... o tais que elaboraram a Constituição que ele quer"emendar" e até pela D. Urraca, coitada! Enfim, por tudo... com mais ou menos razão, com mais ou menos emoção... que isto fique claro! Em dúvida, na dúvida, estou em relativamente a se concordo ou não com os casamentos gay's!

Quinta-feira, Fevereiro 26, 2004

Ainda "A Louca da Casa". Escreve Montero: "Todos nos damos conta de quando nos vendemos." É o final de um capítulo onde Montero discorre sobre a tentação dos escritores em serem "parte integrante da comitiva" (do poder, claro!). Cela, Zola, Voltaire e Gothe, García Márquez e Fidel, são alguns dos nomes que vêm à baila... e isto vem a próposito de Herman José. Gosto e continuarei a gostar do Herman humorista... mas não me comove a sua "desgraça", mesmo assim, já perdi tempo a explicar aos meus filhos e aos amigos deles que homossexualidade e pedofilia não são a mesma coisa...
Em entrevista ao jornal "24Horas", o rapaz Herman, à beira dos 50 anos, diz que "este ano só levei com baldes de água fria", continua a não me comover... será que o Herman se deu conta de quando se vendeu?!
Esperemos que estes "bonecos reciclados" nos tragam o que há de melhor no humorista que um dia perdeu a liberdade e se deixou deslumbrar, e tal como Gothe, vendeu-se a "uma corte de Weimar" qualquer, a uma sociedade de "meia-tigela"...

Quarta-feira, Fevereiro 25, 2004

"Mas para mim não há nada comparável a ser romancista, porque nos permite não apenas viver outras vidas, mas inventá-las. (...) O romance é a autorização da esquizofrenia", escreve Rosa Montero, em "A Louca da Casa". Gosto de ler Rosa Montero. Se gosto de um escritor costumo ler tudo quanto se vai publicando. Rosa Montero está, penso eu de que... naquela fronteira entre uma escrita mais suave, mais ligeira (tá bem, em digo "light") e a literatura. "Histórias de Mulheres", "Paixões", "Coração Tártaro", cito estes de memória, e agora, "A Louca da Casa", livros que tenho lido com gosto. Mesmo desconhecendo Rosa Montero, "A Louca da Casa", teria comprado, de certeza. Porque Louca em qualquer Casa é um pouco como eu me sinto na maior parte do tempo. Recentemente, escrevi um guião a seis mãos, eu e dois talentosos rapazes. Correu tudo bem, nas primeiras noites... até que um dia, tantas mãos acabaram por se desentender. Mas o que ficou foi bom... muito bom.
E também eles se queixaram da minha esquizofrenia... diziam que para além de um Guião para o um programa de televisão, também podiam escrever uma telenovela mexicana a partir das minhas viviências e dos inúmeros disparates que me saem da boca para fora... uns teem passagem pelo coração, outros nem tanto. Agora leio: "o romance é a autorização da esquizofrenia", podia ser a minha salvação! O meu drama é que nunca serei capaz de escrever um romance, no máximo, uma telenovela mexicana.

Segunda-feira, Fevereiro 16, 2004

Mão amiga fez o favor de transformar o meu blog ... está francamente mais apresentável, não se iludam, não quer dizer que fique mais interessante. Quem dá o que tem...
Tenho vindo a consolidar a ideia de que não há mulheres feias, há mulheres pobres... cá por mim estou para aí naquela enorme massa da classe média que quer e não tem... tem e não pode... mas quem tem dinheiro para obterem o milagre da cirurgia estética está a ameaçar os homens. Sentem-se ameaçados, sim senhor, acham que para enfrentar estas mulheres maravilha, que se multiplicam ao ritmo de cirurgiões mais ou menos bem intencionados e das clínicas de estética, é necessário criar um novo tipo de homem, o super-homem, a sério!!! Depois, num discurso mais ou menos moralizante lá vão dizendo que bonitas por fora, sim... mas sem valores... fúteis... bla, bla..bla... São homens os que andam por aí a fazer esse tipo de reflexão... não, não são feministas serôdias. Pois eu quero contribuir para o debate... cá por mim não me importava nada de ser a Paula Rego com o corpo da Jennifer Lopez... pode ser?!

Quinta-feira, Fevereiro 12, 2004

Amar-te-ei até te Matar, no original, Big Trouble, conta a história verídica de uma mulher que tentou matar o marido quatro vezes. Neste filme, Kevin Kline é o marido... River Phoenix, William Hurt e Keanu Reeves, os cúmplices da mulher na tentativa de assassinio e só mais uma coisa, e isto para quem nunca viu o filme, ela quer que ele morra, quando descobre que ele é um terrível mulherengo... big deal, enfim, o homem não morre, o amor acaba por triunfar! Sempre imaginei que a história de amor da minha vida seria qualquer coisa do género... Amar-te-ei até te Matar. Sou uma romântica e para mim uma história de amor para ser história de amor tem que se trágica!!! Ainda que considere, que nos tempos que correm, a maioria das histórias de amor são cómicas, porque mais tarde ou mais cedo, acabam por morrer... de aborrecimento!
E tudo isto, porque há quem me queira convencer que eu sou mais parecida com a Teresa Guilherme do que gostaria, juro, não sou loira, ainda que a ideia de casar em Las Vegas, não me pareça mal de todo, aparte disso, sim, estou sempre a falar de sexo... mas pelo dinheiro não tenho lá grande respeito! Enfim... são mais as coisas que nos separam ... além dos anos de diferença, do que tudo o que possamos ter em comum. No entanto, estou relativamente preocupada. Li numa revista que Teresa Guilherme terá dito: "Deste casamento só saio para um lar!", Assustador! Não vos parece que esta afirmação significa: Amar-te-ei até te Matar! Mas como?!

Terça-feira, Fevereiro 10, 2004

ainda o caso da maminha da janet. O assunto é antigo, aconteceu na semana passada, mesmo assim ainda se vai falando no caso... na entrega dos Grammy's ... lá se voltou ao assunto, uns com mais graça que outros. A hipocrisia sempre me irritou... não acredito nos sucessivos pedidos de desculpa de uma e de outro... até porque sou mulher e a ideia de ter um piercing (que pensei ser uma tatuagem, sempre era menos incómodo) no mamilo parece-me por si só tão abusurdo... que só pode ter um propósito exibicionista.
Além disso, perdi algum tempo a olhar para as fotografias, que é como quem diz, para o seio à mostra... tá bem rapazes... não percam tempo, procurem Lauren Pope... Harry pode ser novo, filho de um príncipe com orelhas de burro... mas não é nada parvo, não senhor.